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Textos
HOMENS SEM NOME...

Do ventre da noite alta,
Eu vi surgindo homens sem nome...
Almas sem rumo!
- Crianças no colo, trouxas nos ombros...
Olhos perdidos!
- Como os meus olhos insones!
Donde vem, para onde vão, tais homens?
Qual o rumo de suas vidas, e
Afinal, qual será a sua sina?
Ao raiar do dia a caminhada, sinto que continuará...
Juntar-se-ão a outros tantos a andar pelas ruas,
Todos tão iguais!
E eu sei, posto que a vi, dentre os passantes,
Baleia está lá, aos pés dos andarilhos,
Sonhando em sonhar quiçá com preás
Enquanto caça as próprias pulgas!

Edvaldo Rosa
www.sacpaixao.net
12/10/2017
 
Edvaldo Rosa
Enviado por Edvaldo Rosa em 09/07/2018
Comentários
J
Joaquim Moncks
Comi o texto sofregamente, e ficou em minha cachola... Pergunto: A "Baleia" é uma cadela também andarilha junto aos peregrinos da sorte, os excluídos sociais? Curioso: como o animal surge no final do texto, assim no mais - que, apesar da proposta em versos, o que sugere estar sendo apresentado um poema - parece-me mais um micro conto - não se seria o caso de redenominar o conjunto textual tendo em conta a personagem de quatro patinhas, que se torna preeminente? Ou o autor quer ressaltar que (até) a cachorra tem nome, todavia os outros andarilhos são inominados? Parabéns, querido poetamigo Edvaldo Rosa. Abraços do poetinha JM.