Neste momento em que se quebra o meu silêncio, E a tua voz me desperta os sentidos, E meu olhar toca a tua presença... E o teu perfume evola no ar que me dá consciência, Neste momento em que minha lágrima, Escorre também em tua face, Até que enfim se torne menos minha, e mais nossa, Eu só posso deixar que seu abraço, Abrace a minha solidão... E a desvaneça, E a transforme em uma vaga lembrança,
Tão vaga, sem corpo ou substância!
Maria do Carmo Fraga (Mariana Mendes)
Especial beleza marcada em "...Até que enfim se torne menos minha, mais nossa". Lindo o "recall" visual. Belo trabalho, poeta Edvaldo.