Sou todo sentidos, a perceber o mundo que me cerca, e a vasculhar o que trago na alma, no coração e no pensamento! Apercebo-me do outro a cada palavra, que contam-me seus segredos, a cada olhar, que me falam, o que suas bocas tem medo! Apercebo-me de mim mesmo, a cada instante da caminhada, a cada pedra da estrada, a cada encontro com os demais caminheiros! Sou uma lígua solta que não se cala, que fala de mim, o que trago no peito, n'alma! Olhos com suas lágrimas, outras de outros da estrada! Sou boca com sorrisos e meneios... Braços cheios de abraços para receber e ofertar! Corpo que ama e deseja, que anseia sempre poder desejar! Sobretudo sou ouvidos, que se emprestam para outros escutar! Sou mente, loucura e devaneios, alma louca, para a sua alma gêmea encontrar! Poeta que nem sempre acerta a rima, palavra em que falta alguma letra... Letra difícil de decifrar! Sou, mas mais ainda serei, falta-me viver e morrer para a metamorfose se completar!
Francisco Coimbra
Belo depoimento, depois do momento, ele persiste! Abç
r
rafael
Muiiiiiiiiiito bom gostei do poema espero ver mais assim
Gaspar Silva
Que maravilha de poema. Viva o poeta! Os meus sinceros parabéns.
Não gostei, ADOREI!!!!!
Abraço
HENRICABILIO
É dura e por vezes chega a ser cruel esta condição de ser poeta!... O poeta olha em redor e vê tanta indignidade; depois olha para o interior de si mesmo e sente-se revoltado ante a imprudencia dos homens e com a sua própria impotencia por não poder relamente criar um mundo cor-de-rosa, senão na sua vertiginosa imaginação!... Neste afã de ser poeta, aconselhava o meu amigo a viajar em minha página em dois textos muito interessante que certamente o podem ajudar a cimentar ideias: "A estrela do poeta" e "Dona morte e o nobre poeta sem sorte". Grato por tudo, um abraçooo luso!
Bemtevi
Lindo texto poeta! Cheiro de Rosas...gosto de mel! Poetabeijos/Bemtevi